quinta-feira, 7 de julho de 2016

Músculo sangrento, alheio e triste

A tristeza é excelente para a sensibilidade artística. Eu triste percebo melhor a poesia de pinturas e de palavras. Procurei hoje no google as seguintes palavras: cura doença amor... uma das imagens foi esse quadro da Frida Kahlo. Maior identificação no momento não há. Estou angustiada e perdida, triste. Somo ao quadro o poema perfeito de Renata Pollattini, como uma legenda do quadro e legenda do meu sentimento:
"Deliberei amar.
Corto em pedaços o músculo sangrento, alheio e triste, a quem por isso culpo.
Irmão, um dia aprenderemos a entender a entranha - e nunca mais seremos diferentes."
Tudo farinha do mesmo saco, todos os seres humaninhos cheios de angústias e incertezas. Seria tão simples se soubéssemos ser mais simples... Eu tento ser simples, desprendida e natural (segundo Osho, sabe?)... mas sou bem complicada e cheia de sulcos profundos nas entranhas. Neste momento escrevo para não morrer. Passa.